Tratamento

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Tratamento em Áreas com P. falciparum não resistente

Em região com alto índice de contaminação da Malária, com população parcialmente imune, onde haja dificuldade para fazer o diagnostico microscópio, pode-se dar o tratamento presuntivo, porem as crianças e os indivíduos não imune devem receber um tratamento radical. No tratamento presuntivo, a posologia para pessoas adultas é de 600 mg de cloroquina-base por via oral, um só dia ou seja 4 comprimidos. Já no tratamento radical com cloroquina, a ser administrado aos pacientes com confirmação parasitológica de infecção, deve prolongar-se por três dias:

1 ° dia 600 a 900 mg de cloroquina ( e para crianças, 10 mg por quilo de peso corporal, divididos em 2 ou 3 doses com 4 a 6 horas de intervalo
2° dia 300-450 mg de base (para as crianças, 5 mg/kg de peso)
3° dia 300-450 mg de base (para  as criança, como acima)

Administrar depois dose única de 45 mg de primaquina para evitar as recaídas e a transmissão da infecção aos mosquitos. Nas mulheres grávidas o tratamento radical deve ser feito após o parto, devido aos efeitos colaterais da primaquina
Caso utilize a amodiaquina, dar no primeiro dia 600 a 800 mg do medicamento; 400 mg no segundo dia e 400 mg no terceiro.

Tratamento em Áreas com P. falciparum Resistente

- Apresenta dois tipos de tratamento

Em áreas com P. falciparum sensível as associações antifólico-sulfamida, mas onde as amino-4-quinoleinas são ineficazes, medicar com: sulfadoxina, 1,5 grama, mais 75 mg de pirietamina  (dose unica) ou sulfalene 1,5  grama, mais 75 mg de pirimetamina (dose única).  Nos casos mais graves, convém adicionar a esses esquemas de tratamento 3 a 9 doses de quinina.
Em regiões com P. falciparum resistentes tanto às amino-4-quinoleinas como as associações antifólica-sulfamida, seguir um dos esquemas abaixo:
 
- Quinina: 1800 mg por dia, durante três dias, mas subdividindo as doses diárias em três, a serem dadas com 8 horas de intervalo
- Quinina: como citado acima, mais uma dose diária de 1 a 2 gramas de tetracilina (ou doxiciliclina, ou minociclina).

Tratamento de Malária Grave
Hospitalizar o doente, sempre que possível, e instituir imediatamente o tratamento parenteral. Inicia-se com a perfusão endovenosa de soro isotônico, contendo o bicloridrato de quina na dose de 10 mg/kg de peso do doente. Repetir essa medicação a cada 8 horas, até que o paciente seja capaz de receber tratamento por via oral, conforme os esquemas terapêuticos acima indicados.
Na malaria cerebral deve combater a infecção, reduzindo o edema cerebral, controlar as convulsões e o equilíbrio hidrelétrico. Diazepam é a droga mais indicada para controlar as convulsões , recomendo-se também o fenetoína e clorpromazina.

A medicação antimalaria e a dieta adequada são, em geral, suficientes para curar a anemia. Mas convém lembrar que frequentemente, os pacientes de áreas endêmicas já apresentavam certo grau de anemia antes da febre, devido a subnutrição, a ancilostomíase ou a outras causas, e requerem por isso um complemento de ferro na dieta, bem como ácido fólico pura atender à demanda aumentada  pela eritropoese.

Referência
 REY, Luís. Bases da Parasitologia Médica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 
                       

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