Tratamento

sábado, 10 de agosto de 2013

Ainda não há uma vacina eficaz contra a malária, havendo apenas estudos de alcance reduzido sobre testes de uma vacina sintética desenvolvida por Manuel Elkin Patarroyo em 1987. A melhor medida, até o momento, é a erradicação do mosquito Anopheles que transmite o parasita Plasmodium, que causa a doença. Como medida de prevenção individual para evitar ser picado pelos mosquitos, se faz necessária à instalação de telas de proteção nas janelas, portas e nas aberturas externas da habitação, usar mosquiteiros para camas ou redes.

 Telas de proteção nas janelas.

Recomenda-se também impregnar com piretróides (inseticida) mosquiteiros e cortinas, essas barreiras ajudam a manter os mosquitos longe de pessoas e reduzir significativamente as taxas de infecção e transmissão da malária. Estima-se que mosquiteiros tratados com inseticida (MTI) sejam duas vezes mais eficazes que os mosqueteiros não tratados e aumentam em 70% a proteção em comparação com nenhum mosqueteiro. Uma vez que o mosquito Anopheles se alimenta à noite, o método preferível é pendurar um mosqueteiro grande acima do centro de uma cama, cobrindo-a completamente. Evitar tomar banho em lagos à noite e ao amanhecer em áreas endêmicas, pois é quando o mosquito está mais ativo.
Outros métodos como os repelentes de insetos também são eficazes, a roupa deve cobrir a pele nua o mais completamente possível de dia. O mosquito não tem tanta tendência para picar o rosto ou as mãos, onde os vasos sanguíneos são menos acessíveis, enquanto as pernas, os braços ou o pescoço possuem vasos sanguíneos mais acessíveis.
A quimioprofilaxia é uma alternativa que oferece mais eficiência, particularmente para aqueles que irão expor-se durante períodos determinados em regiões com incidência da malária; a cloroquina é a droga mais usada, devendo um adulto tomar 300 mg, uma vez por semana, enquanto permanecer na área endêmica. Pode-se também usar a amodiaquina, 400 mg para um adulto, semanalmente. Ao regressar da zona malarígena, convém prolongar essa mediação durante quatro a cinco semanas.



Existem medidas de saúde pública eficaz de prevenção coletiva, como a drenagem de pântanos e outras águas paradas, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho e o uso racional da terra.

Referência

NEVES, D. P. Parasitologia Humana. 11ª ed. São Paulo: Atheneu, 2010. p. 159.

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