Ainda
não há uma vacina eficaz contra a malária, havendo apenas estudos de alcance
reduzido sobre testes de uma vacina sintética desenvolvida por Manuel Elkin Patarroyo
em 1987. A melhor medida, até o momento, é a erradicação do mosquito Anopheles que transmite o parasita Plasmodium, que causa a doença. Como
medida de prevenção individual para evitar ser picado pelos mosquitos, se faz
necessária à instalação de telas de proteção nas janelas, portas e nas
aberturas externas da habitação, usar mosquiteiros para camas ou redes.
Telas de proteção nas janelas.
Recomenda-se
também impregnar com piretróides (inseticida) mosquiteiros e cortinas, essas
barreiras ajudam a manter os mosquitos longe de pessoas e reduzir
significativamente as taxas de infecção e transmissão da malária. Estima-se que
mosquiteiros tratados com inseticida (MTI) sejam duas vezes mais eficazes que
os mosqueteiros não tratados e aumentam em 70% a proteção em comparação com
nenhum mosqueteiro. Uma vez que o mosquito Anopheles
se alimenta à noite, o método preferível é pendurar um mosqueteiro grande acima
do centro de uma cama, cobrindo-a completamente. Evitar tomar banho em lagos à
noite e ao amanhecer em áreas endêmicas, pois é quando o mosquito está mais
ativo.
Outros
métodos como os repelentes de insetos também são eficazes, a roupa deve cobrir
a pele nua o mais completamente possível de dia. O mosquito não tem tanta
tendência para picar o rosto ou as mãos, onde os vasos sanguíneos são menos
acessíveis, enquanto as pernas, os braços ou o pescoço possuem vasos sanguíneos
mais acessíveis.
A
quimioprofilaxia é uma alternativa que oferece mais eficiência, particularmente
para aqueles que irão expor-se durante períodos determinados em regiões com
incidência da malária; a cloroquina é a droga mais usada, devendo um adulto
tomar 300 mg, uma vez por semana, enquanto permanecer na área endêmica. Pode-se
também usar a amodiaquina, 400 mg para um adulto, semanalmente. Ao regressar da
zona malarígena, convém prolongar essa mediação durante quatro a cinco semanas.
Existem
medidas de saúde pública eficaz de prevenção coletiva, como a drenagem de
pântanos e outras águas paradas, pequenas obras de saneamento para eliminação
de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação
do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das
condições de trabalho e o uso racional da terra.
Referência
NEVES,
D. P. Parasitologia Humana.
11ª ed. São Paulo: Atheneu, 2010. p. 159.


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