Dois jovens estudantes cientistas ganharam um prêmio
global por produzir sabonetes que inibem a contaminação da doença, que promete
revolucionar o contato com o vetor. O projeto que orgulha Burkina Faso propõe
eliminar uma doença que afeta não apenas o continente africano, mas diversas partes
do mundo. A malária ganhou um forte rival, uma arma autêntica, que une ciência
e criatividade diante das fragilidades de regiões precárias. O sabonete contra
a malária deu aos jovens autores Moctar Dembele e Gerard Niyondiko, estudantes
do Instituto Internacional de Engenharia de Água e Meio Ambiente 2iE, o título
de vencedores da “Global Social Venture Competition”, da Universidade de
Berkeley, nos Estados Unidos ($ 25 mil), com um trabalho que pode salvar
milhões de vidas: criaram um sabonete com ervas locais, que repele o mosquito (Anopheles
fêmea). A lavagem com o produto impede os mosquitos de se aproximarem do
utilizador e a água usada na lavagem leva-o para as canalizações, impedindo o
crescimento de larvas. Nos ingredientes constam manteiga de karitê, óleo de
cidreira e outros produtos naturais que ainda são secretos, mas que deixam um
cheiro na pele que repele os mosquitos.
Fonte:
Revista Ciência Hoje

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