Tratamento

sábado, 10 de agosto de 2013

O diagnóstico de certeza da infecção da malária só é possível pela demonstração do parasito através de exames de sangue. No entanto em virtude de seu padrão epidemiológico diverso, várias tem sido as abordagens para se diagnosticar a malária. A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualmente aconselha para o controle da malária no mundo tanto o diagnóstico clínico quanto o laboratorial como norteadores da terapêutica da doença.

Diagnóstico Clínico
Torna-se fácil quando os pacientes indicam ter passado por região endêmica ou se submetido à transfusão sanguínea suspeita, e apresentam sintomas típicos. Entretanto, pacientes provenientes de região endêmica podem ter o parasito e não apresentar nenhum sintoma, mascarando alguma alteração da saúde. Havendo impossibilidade de se comprovar a presença do parasito, recomenda-se instituir a terapêutica antimalárica para se evitarem complicações do caso.

Diagnóstico Laboratorial
O diagnóstico de certeza da malária só pode ser feito pelos exames que demonstram o parasito ou os antígenos relacionados ao plasmódio.

   - Exame Parasitológico
Apesar do grande avanço das técnicas imunológicas para o diagnóstico da malária, os exames parasitológicos (hemoscopia) continuam sendo os mais seguros. Quanto mais breve for feito o diagnóstico melhor será para o paciente, evitando-se as complicações futuras.
A grande vantagem desses exames parasitológicos de sangue é que eles permitem a identificação especifica do parasito, o que tem grande importância terapêutica, especialmente nos casos de P. falciparum cloroquino-resistente, que requer tratamento o mais preciso e precoce possível.

   - Imunológico
Vários testes imunológicos tem sido desenvolvidos com o intuito de dar mais segurança e rapidez ao diagnóstico da malária, mas todos eles ainda esbarram em alguns problemas: sensibilidade, especificidade e preço elevado. De toda forma, em bancos de sangue ou em regiões de difícil acesso, onde os exames parasitológicos seriam impraticáveis, esses métodos tem grande utilidade. Eles consistem na detecção de antígenos derivados dos plasmódios, presentes no sangue hemolisado.

   - Epidemiológico
O diagnóstico epidemiológico da malária visa avaliar a prevalência da doença em uma população de determinada região. Uma forma antiga e até hoje empregada é a do “índice esplênico”, que significa a porcentagem de pessoas com baço aumentado de volume em determinado grupo de idade ou uma amostra da população total. Isto é, o grau de esplenomegalia serve para medir a endemicidade da malária na região.

Referências

NEVES, D. P. Parasitologia Dinâmica. – 3. ed – São Paulo: Atheneu, 2009. p. 204-205.

NEVES, D. P. Parasitologia Humana. – 11. ed. – São Paulo: Atheneu, 2010. p. 154.

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