O
diagnóstico de certeza da infecção da malária só é possível pela demonstração
do parasito através de exames de sangue. No entanto em virtude de seu padrão
epidemiológico diverso, várias tem sido as abordagens para se diagnosticar a
malária. A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualmente aconselha para o
controle da malária no mundo tanto o diagnóstico clínico quanto o laboratorial
como norteadores da terapêutica da doença.
Diagnóstico Clínico
Torna-se
fácil quando os pacientes indicam ter passado por região endêmica ou se
submetido à transfusão sanguínea suspeita, e apresentam sintomas típicos.
Entretanto, pacientes provenientes de região endêmica podem ter o parasito e
não apresentar nenhum sintoma, mascarando alguma alteração da saúde. Havendo
impossibilidade de se comprovar a presença do parasito, recomenda-se instituir
a terapêutica antimalárica para se evitarem complicações do caso.
Diagnóstico
Laboratorial
O
diagnóstico de certeza da malária só pode ser feito pelos exames que demonstram
o parasito ou os antígenos relacionados ao plasmódio.
- Exame Parasitológico
Apesar
do grande avanço das técnicas imunológicas para o diagnóstico da malária, os
exames parasitológicos (hemoscopia) continuam sendo os mais seguros. Quanto
mais breve for feito o diagnóstico melhor será para o paciente, evitando-se as
complicações futuras.
A
grande vantagem desses exames parasitológicos de sangue é que eles permitem a
identificação especifica do parasito, o que tem grande importância terapêutica,
especialmente nos casos de P. falciparum
cloroquino-resistente, que requer tratamento o mais preciso e precoce possível.
- Imunológico
Vários
testes imunológicos tem sido desenvolvidos com o intuito de dar mais segurança
e rapidez ao diagnóstico da malária, mas todos eles ainda esbarram em alguns
problemas: sensibilidade, especificidade e preço elevado. De toda forma, em
bancos de sangue ou em regiões de difícil acesso, onde os exames
parasitológicos seriam impraticáveis, esses métodos tem grande utilidade. Eles
consistem na detecção de antígenos derivados dos plasmódios, presentes no
sangue hemolisado.
- Epidemiológico
O
diagnóstico epidemiológico da malária visa avaliar a prevalência da doença em
uma população de determinada região. Uma forma antiga e até hoje empregada é a
do “índice esplênico”, que significa a porcentagem de pessoas com baço
aumentado de volume em determinado grupo de idade ou uma amostra da população total.
Isto é, o grau de esplenomegalia serve para medir a endemicidade da malária na
região.
Referências
NEVES, D. P. Parasitologia Dinâmica. – 3. ed – São
Paulo: Atheneu, 2009. p. 204-205.
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