Tratamento

Notícias

Malária saiba o que é e como se prevenir.

A malária, também conhecida como paludismo, é uma doença típica de países tropicais. No Brasil, por exemplo, é comum na região da floresta amazônica.

Malária mata uma criança por minuto na África

Na África, a malária mata uma criança por minuto, estima a ONU. Nos últimos anos, os países africanos de língua portuguesa têm feito vários avanços no combate à doença. Mas continua a haver obstáculos.

Criado sabonete que combate a Malária

Dois estudantes de Burkina Faso desenvolveram um sabonete de ervas capaz de diminuir o número de casos de malária

Surto de Malária em Acrelândia (AC)

Em Acrelândia, no extremo leste do Acre, um surto de Malária tem assustado a gestão municipal.

Cientistas brasileiros avançam na busca de medicamento para curar a malária

Pesquisadores brasileiros avançam na busca pela cura da malária. “O nosso êxito nesse trabalho tem um forte apelo social”, diz coordenador do estudo que visa atacar uma das proteínas que alimentam o agente causador do tipo mais agressivo da doença".

Planta da Amazônia pode ser usada como alternativa para tratamento de malária

A malária atinge centenas de pessoas todos os anos em regiões endêmicas do Brasil e da África. Estudos recentes avaliaram o impacto de um tratamento simples como medida alternativa ao tratamento convencional em pacientes infectados.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Tratamento em Áreas com P. falciparum não resistente

Em região com alto índice de contaminação da Malária, com população parcialmente imune, onde haja dificuldade para fazer o diagnostico microscópio, pode-se dar o tratamento presuntivo, porem as crianças e os indivíduos não imune devem receber um tratamento radical. No tratamento presuntivo, a posologia para pessoas adultas é de 600 mg de cloroquina-base por via oral, um só dia ou seja 4 comprimidos. Já no tratamento radical com cloroquina, a ser administrado aos pacientes com confirmação parasitológica de infecção, deve prolongar-se por três dias:

1 ° dia 600 a 900 mg de cloroquina ( e para crianças, 10 mg por quilo de peso corporal, divididos em 2 ou 3 doses com 4 a 6 horas de intervalo
2° dia 300-450 mg de base (para as crianças, 5 mg/kg de peso)
3° dia 300-450 mg de base (para  as criança, como acima)

Administrar depois dose única de 45 mg de primaquina para evitar as recaídas e a transmissão da infecção aos mosquitos. Nas mulheres grávidas o tratamento radical deve ser feito após o parto, devido aos efeitos colaterais da primaquina
Caso utilize a amodiaquina, dar no primeiro dia 600 a 800 mg do medicamento; 400 mg no segundo dia e 400 mg no terceiro.

Tratamento em Áreas com P. falciparum Resistente

- Apresenta dois tipos de tratamento

Em áreas com P. falciparum sensível as associações antifólico-sulfamida, mas onde as amino-4-quinoleinas são ineficazes, medicar com: sulfadoxina, 1,5 grama, mais 75 mg de pirietamina  (dose unica) ou sulfalene 1,5  grama, mais 75 mg de pirimetamina (dose única).  Nos casos mais graves, convém adicionar a esses esquemas de tratamento 3 a 9 doses de quinina.
Em regiões com P. falciparum resistentes tanto às amino-4-quinoleinas como as associações antifólica-sulfamida, seguir um dos esquemas abaixo:
 
- Quinina: 1800 mg por dia, durante três dias, mas subdividindo as doses diárias em três, a serem dadas com 8 horas de intervalo
- Quinina: como citado acima, mais uma dose diária de 1 a 2 gramas de tetracilina (ou doxiciliclina, ou minociclina).

Tratamento de Malária Grave
Hospitalizar o doente, sempre que possível, e instituir imediatamente o tratamento parenteral. Inicia-se com a perfusão endovenosa de soro isotônico, contendo o bicloridrato de quina na dose de 10 mg/kg de peso do doente. Repetir essa medicação a cada 8 horas, até que o paciente seja capaz de receber tratamento por via oral, conforme os esquemas terapêuticos acima indicados.
Na malaria cerebral deve combater a infecção, reduzindo o edema cerebral, controlar as convulsões e o equilíbrio hidrelétrico. Diazepam é a droga mais indicada para controlar as convulsões , recomendo-se também o fenetoína e clorpromazina.

A medicação antimalaria e a dieta adequada são, em geral, suficientes para curar a anemia. Mas convém lembrar que frequentemente, os pacientes de áreas endêmicas já apresentavam certo grau de anemia antes da febre, devido a subnutrição, a ancilostomíase ou a outras causas, e requerem por isso um complemento de ferro na dieta, bem como ácido fólico pura atender à demanda aumentada  pela eritropoese.

Referência
 REY, Luís. Bases da Parasitologia Médica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.