Tratamento em
Áreas com P. falciparum não
resistente
Em região com alto índice de
contaminação da Malária, com população parcialmente imune, onde haja
dificuldade para fazer o diagnostico microscópio, pode-se dar o tratamento
presuntivo, porem as crianças e os indivíduos não imune devem receber um
tratamento radical. No tratamento presuntivo, a posologia para pessoas adultas
é de 600 mg de cloroquina-base por via oral, um só dia ou seja 4 comprimidos.
Já no tratamento radical com cloroquina, a ser administrado aos pacientes com
confirmação parasitológica de infecção, deve prolongar-se por três dias:
1 ° dia 600 a 900 mg de cloroquina ( e
para crianças, 10 mg por quilo de peso corporal, divididos em 2 ou 3 doses com
4 a 6 horas de intervalo
2° dia 300-450 mg de base (para as
crianças, 5 mg/kg de peso)
3° dia 300-450 mg de base (para as criança, como acima)
Administrar depois dose única de 45 mg
de primaquina para evitar as recaídas e a transmissão da infecção aos
mosquitos. Nas mulheres grávidas o tratamento radical deve ser feito após o
parto, devido aos efeitos colaterais da primaquina
Caso utilize a amodiaquina, dar no
primeiro dia 600 a 800 mg do medicamento; 400 mg no segundo dia e 400 mg no
terceiro.
Tratamento em
Áreas com P. falciparum Resistente
- Apresenta dois
tipos de tratamento
Em áreas com P. falciparum sensível as associações antifólico-sulfamida, mas
onde as amino-4-quinoleinas são ineficazes, medicar com: sulfadoxina, 1,5
grama, mais 75 mg de pirietamina (dose
unica) ou sulfalene 1,5 grama, mais 75
mg de pirimetamina (dose única). Nos
casos mais graves, convém adicionar a esses esquemas de tratamento 3 a 9 doses
de quinina.
Em regiões com P. falciparum resistentes tanto às amino-4-quinoleinas como as
associações antifólica-sulfamida, seguir um dos esquemas abaixo:
- Quinina: 1800 mg por dia, durante três
dias, mas subdividindo as doses diárias em três, a serem dadas com 8 horas de
intervalo
- Quinina: como citado acima, mais uma
dose diária de 1 a 2 gramas de tetracilina (ou doxiciliclina, ou minociclina).
Tratamento de Malária
Grave
Hospitalizar o doente, sempre que
possível, e instituir imediatamente o tratamento parenteral. Inicia-se com a
perfusão endovenosa de soro isotônico, contendo o bicloridrato de quina na dose
de 10 mg/kg de peso do doente. Repetir essa medicação a cada 8 horas, até que o
paciente seja capaz de receber tratamento por via oral, conforme os esquemas
terapêuticos acima indicados.
Na malaria cerebral deve combater a
infecção, reduzindo o edema cerebral, controlar as convulsões e o equilíbrio
hidrelétrico. Diazepam é a droga mais indicada para controlar as convulsões ,
recomendo-se também o fenetoína e clorpromazina.
A medicação antimalaria e a dieta
adequada são, em geral, suficientes para curar a anemia. Mas convém lembrar que
frequentemente, os pacientes de áreas endêmicas já apresentavam certo grau de
anemia antes da febre, devido a subnutrição, a ancilostomíase ou a outras
causas, e requerem por isso um complemento de ferro na dieta, bem como ácido
fólico pura atender à demanda aumentada pela
eritropoese.
Referência
REY, Luís. Bases da Parasitologia Médica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2010.