Tratamento

sábado, 10 de agosto de 2013

SINTOMAS

A malária é uma doença sistêmica que provoca alterações na maioria dos órgãos, variando, porém sua gravidade dentro de amplos limites, desde as formas benignas até mesmo as muito graves e fatais.
A evolução da doença depende de diversos fatores: espécie e cepa do plasmódio, constituição genética e imunológica do paciente. Em geral, as formas fatais ocorrem em pacientes adultos ou jovens, não residentes em áreas malarígenas, portanto sem nenhuma defesa específica pré-existente, e que adquiriram o Plasmodium falciparum.
O período de incubação da doença varia de acordo com a espécie do plasmódio: 7 a 10 dias para P. falciparum, 10 a 15 para P. vivax e 30 dias para P. malariae; já o período pré-patente dá-se o seguinte: P. falciparum, mínimo de 5 dias, média de 8 a 12 dias; P. vivax, no mínimo de 8 dias, média de 13 a 17 dias; P. malariae, mínimo de 14 dias, média de 28 a 37 dias.






Apenas o ciclo eritrocítico assexuado é responsável pelas manifestações clínicas e patologia da malária. A passagem do parasito pelo fígado (ciclo exo-eritrocítico) não é patogênica e não determina sintomas. A destruição dos eritrócitos e a consequente liberação dos parasitos e de seus metabólitos na circulação provocam uma resposta do hospedeiro, determinando alterações morfológicas e funcionais observadas no indivíduo com malária.
A patogenia da doença reside em dois pontos fundamentais: anóxia decorrente de anemia (destruição das hemácias) e processos imunológicos. Febre, anemia e acesso malárico são os três sintomas patognomônicos da malária. A febre tem como causa os pigmentos maláricos (substâncias pirogênicas) e a liberação de pirogênio endógeno pelos monócitos e macrófagos, ativados pelo parasito.
A anemia tem como causa vários fatores: destruição de hemácias durante as esquizogonias sanguíneas; destruição de hemácias parasitadas pelo baço; destruição de hemácias sem parasitos, nas sensibilizadas por antígenos parasitários, fazendo com que o baço não as reconheçam como normais e as destrua; hemólise de hemácias normais, por autoanticorpos, com afinidades tanto para o parasito como para a hemácia; disfunção da medula óssea estimulada por ação de citocinas, provocando uma diseritropoiese.

Referências

NEVES, D. P. Parasitologia Dinâmica. – 3. ed – São Paulo: Atheneu, 2009. p. 197-198.

NEVES, D. P. Parasitologia Humana. – 11. ed. – São Paulo: Atheneu, 2010. p. 150-151.

REY, L. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nos trópicos ocidentais. – 4. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. p. 226-229.

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